Consumidor que não pesquisa pode pagar mais caro em produtos da Páscoa

Conforme informações divulgadas pela Seplag, preços de produtos sofreram alterações

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Pesquisa também apontou que sardinha em lata, o bacalhau fresco e o salmão não sofreram uma alta muito elevada

Faltando poucos dias para a Páscoa, os consumidores maceioenses já estão se movimentando para adquirir os tradicionais produtos dessa época do ano. E na tentativa de ajudá-los, a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), por meio do Índice de Preço ao Consumidor, realizou uma pesquisa nos principais centros de compras da capital.

De acordo com os dados, entre os itens mais requisitados estão os peixes, vinhos, caixa de bombom e ovos de páscoa, além de iguarias utilizadas para a preparação do tradicional almoço de Páscoa, como sardinha em lata, azeitona, palmito e alface.

E por conta do aumento na demanda e da alta recente no dólar, os peixes, itens mais procurados no período da quaresma, apresentaram variações em seus valores. É o caso, por exemplo, do bacalhau, sardinha fresca e camarão, que tiveram elevações de 13,76%, 12,80% e 11,51%, respectivamente.

“Entre outros elementos, a alta do dólar é o principal fator para os valores, já que muitos produtos são importados, como no caso do bacalhau. No entanto, a pesquisa também apontou que sardinha em lata, o bacalhau fresco e o salmão não sofreram uma alta muito elevada”, avalia o supervisor de Estudos e Análises da Seplag, Gilvan Sinésio.

No caso dos tradicionais chocolates e vinhos, o levantamento revelou que eles tiveram altas similares aos demais itens analisados. Os produtos derivados de chocolates, como a caixa de bombom apresentou uma alta de 10,70%. Já os vinhos, segundo o apontado, tiveram aumento de 10,60%.

“Nesse ano, os ovos de páscoa apresentaram variação positiva de 7,80%. Porém, é importante salientar que esses são os itens mais procurados nessa época do ano. Além disso, os fabricantes têm apostado em uma redução no tamanho do produto, com finalidade de não perder participação no mercado”, ressalta Sinésio.

Em linhas gerais, a recomendação é que os consumidores fiquem atentos e pesquisem os preços dos produtos. Para verificar mais dados sobre a pesquisa e ter acesso a outros levantamentos coletados pela Seplag, acesse o site Alagoas em Dados.

Agência Alagoas